{"id":30,"date":"2021-04-29T10:48:06","date_gmt":"2021-04-29T13:48:06","guid":{"rendered":"https:\/\/ufrjmemoriahu.com.br\/?p=30"},"modified":"2021-11-11T11:10:55","modified_gmt":"2021-11-11T14:10:55","slug":"escola-em-forma-de-hospital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ufrjmemoriahu.com.br\/index.php\/2021\/04\/29\/escola-em-forma-de-hospital\/","title":{"rendered":"Escola em forma de hospital"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>A necessidade de um hospital para ensino cl\u00ednico precede o campus do Fund\u00e3o e at\u00e9 mesmo a cria\u00e7\u00e3o da Universidade. Documentos hist\u00f3ricos como relat\u00f3rios, discursos de posse de professores e outras mem\u00f3rias comprovam que esse anseio j\u00e1 estava presente na Faculdade de Medicina antes de sua incorpora\u00e7\u00e3o ao projeto universit\u00e1rio.<br>No final da d\u00e9cada de 20, um pr\u00e9dio foi constru\u00eddo para esse fim, pr\u00f3ximo \u00e0 esta\u00e7\u00e3o da Mangueira. Houve, por\u00e9m, tanta desaven\u00e7a entre a equipe da Faculdade e o Conselho de Assist\u00eancia Hospitalar do Brasil, que o projeto ficou parado no meio e dele restou apenas um esqueleto de concreto \u2013 ocupado por uma favela e, mais tarde, transformado no atual pr\u00e9dio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).<br>Em duas outras ocasi\u00f5es perdeu-se a chance de adquirir o sonhado hospital-escola. Nos anos 1940, o governo federal entregou \u00e0 Faculdade de Medicina o Hospital Pedro Ernesto, cujas obras estavam paralisadas. Ao examinar suas plantas, por\u00e9m, os professores das \u00e1reas cl\u00ednicas fizeram in\u00fameras solicita\u00e7\u00f5es de altera\u00e7\u00e3o, que inviabilizaram o projeto \u2013 o pr\u00e9dio foi devolvido ao governo e tornou-se, mais tarde, o Hospital das Cl\u00ednicas da UERJ, hoje Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto. J\u00e1 no governo Juscelino Kubitschek, foi oferecida \u00e0 Faculdade a compra de um rec\u00e9m-constru\u00eddo hospital que, originalmente, destinava-se \u00e0 Companhia Sul Am\u00e9rica de Seguros. Embora aprovada pela comiss\u00e3o universit\u00e1ria respons\u00e1vel, a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se concretizou \u2013 atualmente, funciona ali o Hospital Geral da Lagoa.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Os preju\u00edzos gerados pela falta de um hospital universit\u00e1rio foram destacados pelo cirurgi\u00e3o Augusto Brand\u00e3o Filho em seu discurso de posse na dire\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina, ao final da d\u00e9cada de 1940. Sua atua\u00e7\u00e3o foi decisiva para que, em setembro de 1950, finalmente fossem iniciadas as obras de constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio que abrigaria o hospital do Fund\u00e3o, sob a lideran\u00e7a do arquiteto Jorge Moreira. O projeto, grandioso, previa uma \u00e1rea de 200.000 m2 e capacidade para 1.800 leitos.<br>Por falta de verbas, a constru\u00e7\u00e3o foi paralisada em 1955. Apenas em 1967, por iniciativa do reitor Raymundo Moniz de Arag\u00e3o, voltou-se a discutir o projeto do hospital, com o estabelecimento da Comiss\u00e3o de Implanta\u00e7\u00e3o, sob a lideran\u00e7a de Clementino Fraga Filho, ent\u00e3o vice-reitor da Universidade, e com o apoio dos arquitetos Oscar Valdetaro e Roberto Nadalucci. Os alunos tamb\u00e9m foram decisivos nesse processo, participando do movimento pela retomada das obras e organizando uma aula simb\u00f3lica no pavimento t\u00e9rreo da estrutura de concreto, ministrada por Fraga Filho.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A necessidade de um hospital para ensino cl\u00ednico precede o campus do Fund\u00e3o e at\u00e9 mesmo a cria\u00e7\u00e3o da Universidade. 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